Ganhei o livro e o deixei guardado durante alguns meses, por causa do cansaço que eu estava de John Green, após ser perseguido por uma onda de pseudo-cults e uma avalanche de okays. Como não tinha mais nada pra ler, após cerca de 3 meses de confinamento, iniciei Cidades de Papel.
Primeiramente, devo mencionar que é a primeira vez que leio um livro que se passa em Orlando, oque achei muito inovador, pois diferente do esperado, os parques temáticos quase nem são mencionados e vemos um outro lado da cidade. O lado de quem mora lá, não só vai passear e depois vai embora.
A narração de John, como sempre, é informal e cheia de metáforas, embora tais metáforas não tenham tomado tanto lugar no livro, para minha alegria. Se tem uma coisa que não suporto é quando um escritor (Green faz muito isso) cria uma frase quase que aleatória e depois ganha a fama de filósofo da era contemporânea. Caiam em si! Ele NÃO é!
Mas deixando minha revolta pra outra hora, foquemos na resenha! Voltando ao assunto!
Os eventos são bem interligados, mas em alguns momentos há um pouco de falta de lógica e razão, embora não afetem muito a história, mas ao fim, notamos essas "falhas" e ficamos nos perguntando alguns porquês.
A leitura é rápida até a metade do livro, e então, começa a ficar um pouco maçante, como a maioria dos livros em que há um mistério, pistas e investigações no meio, porém, no fim, o ritmo volta a acelerar e retoma como estava antes.
Me identifiquei bastante com Quentin, o protagonista masculino, um personagem bem construído, que sofre com insegurança e dúvidas sobre oque quer, oque quer fazer e se deve fazer o certo ou arriscar ao incerto. Bem, acho que muitos podem se identificar com ele. Já Margo é a típica personagem dupla, que se revela muito diferente do que todos pensavam e revela os porquês citados anteriormente.
Enfim, como muitos livros, Cidades de Papel tem seus prós e contras, mas neste caso, os pós venceram e tornaram o livro, um dos meus favoritos. Fez também com que meu problema com John Green reduzisse de tamanho e intensidade.
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