Nessa era moderna e internética que vivemos, nos presenciamos a cada segundo com coisas novas. Novas informações, novas tecnologias, novas pessoas, novos modos de vida e novas doenças. Sim. Doenças. Não falo de nomofobia e nem de algum tipo de problema de visão, mas sim de um male que vem afetando constantemente jovens e crianças das redes sociais: a falta crônica de atenção.
Desde sempre os jovens tentaram ganhar espaço na sociedade, principalmente na escola, fazendo coisas que não são do seu feitio para se tornarem popular, adentrarem determinado grupinho ou chamar atenção daquela menina ou cara bonitinho. E agora, com o grande advento das redes sociais, isso continuou acontecendo, porém, logicamente, no meio virtual.
Pessoas que fazem de tudo por minutos de atenção, centenas de curtidas ou alguns milhares de seguidores. Se expondo ao ridículo para serem compartilhadas. Se expondo fisicamente para serem elogiadas. E isso simplesmente as torna ridículas aos olhos de quem está de fora.
Os sintomas são claros e identificam as vítimas, os vulgarmente chamados, Cidos (derivado de Aparecidos): gritos desnecessários (em filmes adaptados) , choros em horas inapropriadas (geralmente em filmes baseados em livros também) e em alguns casos, a própria pessoa se corta, machuca e fura (sempre postando fotos e vídeos para mostrar, claro) para demonstrar o quanto ama determinada série, filme ou livro. E como já mencionei, os cinemas são os lugares favoritos para crises de histeria e contágio, principalmente em estreias.
Essa foi apenas uma maneira de dizer tudo que penso a respeito de tais Cidismos com qual me deparo em muitos momentos, por exemplo, na estreia de Maze Runner e Em Chamas, onde o trabalho dos atores, a trilha sonora e até cenas eram ofuscadas por aqueles que acham que ser fã significa gritar, pular e chorar. Não. Ser fã é respeitar, tanto quem quer assistir quanto toda a equipe que trabalhou meses para tal produção.
Postado por: João
*A postagem é de total opinião e responsabilidade de quem postou.
0 comentários:
Postar um comentário